O que se tem logo na introdução da composição é um contexto de postura introspectiva e postura um tanto dramática. Se destacando por ser agraciada por certo quê de crueza, a faixa é rapidamente adornada por versos líricos de identidade ecoante que são recebidos, pelo ouvinte, de uma maneira amorfinante quase pegajosa.
Não que, a partir daí, a obra se transforme em um produto completamente entorpecente, mas esse caráter sensorial de fato permeia a experiência sensorial obtida pelo ouvinte. Combinando as paisagens sônicas do indie e da música eletrônica, é interessante perceber que 1995 se configura em uma composição em que Taroug consegue refletir abertamente sobre as suas memórias de infância.
