A melhor forma de descrever a canção é com a palavra mansa. Com sua brandura e maciez tão serena que chega a até mesmo ser estonteante, entorpecente, a obra explora um instrumental de natureza melódica e fresca com charmes tímidos, mas suficientes, entregues pelos singelos tilintares do pandeiro no auxílio da construção do compasso rítmico.
Com guitarras aéreas e uma bateria precisa em meio aos seus golpes firmes, a música não apenas convida o ouvinte a viver momentos de uma tranquilidade sedutora, mas o coloca diante de um frescor completamente viciante. Eis então que, com no nascimento do primeiro verso, a faixa recebe a presença da voz aveludada do vocalista, criando e tornando o escopo lírico tão delicado e ameno quanto o próprio instrumental que o acompanha.
Uma coisa, porém, é importante destacar no que tange a conjuntura sonora da faixa. Ainda que, inclusive, o sintetizador molde uma base melódica sintética quase transcendental, o baixo, com seu groove marcante e de receita estridente de sabor azedo, rompe o torpor e oferece um contraponto à maciez irresistível da composição. Porém, isso em nada atrapalha a percepção do ouvinte em relação à natureza de 23:59, uma canção indicada para as pistas de dança regadas a luz neon.
Mais informações:
Spotify: https://open.spotify.com/intl-fr/artist/75H9skBwY2FhQJg4bXujHC
Linktr.ee: https://linktr.ee/concreteclubmcr
Facebook: https://www.facebook.com/profile.php
Twitter: https://twitter.com/concreteclubmcr
YouTube: https://www.youtube.com/@concreteclub-mcr?sub_confirmation=1
Instagram: https://www.instagram.com/concreteclubmcr/

