Tudo na introdução chama a atenção do espectador. Desde a profunda sutileza com que a bateria vai moldando o escopo rítmico à textura de veludo suavemente difundida pelo teclado em sua reprodução do sonar charmoso do fender rhodes, a faixa explora um profundo senso de conforto associado a uma sensualidade ausente de qualquer menção propriamente sexual.
Enquanto isso, é interessante perceber que o violão, mesmo tímido, pode ser percebido diante de suas contribuições suspirantes em meio ao domínio da maciez já em uma condição de ocasionar convites irresistíveis à sensibilidade inerente ao torpor. Não apenas por conta de sua performance, mas tendo em vista o contexto geral, o qual, ainda permite a elucidação da presença do baixo em meio a momentos de pontuais rompantes de seu groove grave e bojudo, a composição acaba transpirando uma identidade intimista provocante e vulnerável.
Auxiliando nessa percepção sensorial está a desenvoltura lírica assumida por Aly Berry. A cantora, munida de seu timbre levemente grave e de raspas agudas em sua base, explora certo quê de sensualidade por meio da maneira com que experimenta a interpretação do conteúdo verbal. Evidenciando influências de Janis Joplin em seu estilo de canto, Aly torna A Matter So Small em uma faixa densamente viciante em meio ao seu pop com profundas inclinações jazzísticas.
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