É curioso como apenas com alguns elementos a composição consegue criar uma sonoridade que, rapidamente, remeta à estrutura introdutória de Woman From Tokyo, single do Deep Purple. Tão rápido essa impressão surge, ela se esvai como uma brisa, conforme a presente canção caminha em meio a uma desenvoltura que aparenta se apoiar em uma mistura equilibrada de pop e rock.
Bem marcada no que tange a desenvoltura do baixo, sendo, a partir daí, agraciada por um bom corpo melódico, a canção permite que o escopo lírico se anuncie em sua devida forma. É então que se percebe que, além de ser consagrada em forma de dueto, Let’s Move soa como uma celebração e uma homenagem à energia dos anos 80.
