A delicadeza é algo irreverente que domina em demasia todo o ecossistema formado pela composição. Mesmo diante de seus instantes introdutórios, em virtude de seu minimalismo estético e da sintonia criada entre voz e violão, a faixa não esconde a sutileza e uma introspecção que se anuncia de maneira pungente logo que o violoncelo rasga a calmaria com sua dramaticidade latente.
A partir desse fato, a canção mergulha no oferecimento de sensibilidades associadas tanto à melancolia quanto à nostalgia, mas com grande ênfase em uma postura que se presta triste e cabisbaixa. Misturando incursões reflexivas diante tanto da combinação da forma como Amelie Lucille imprime seu tom grave na tarefa de interpretar o lirismo quanto da desenvoltura intimista do violão, Polar é uma faixa baseada na arquitetura folk com direito a brisas popeadas.
