Desde seu despertar imediato, a canção oferece ao ouvinte um vislumbre retro e, portanto, nostálgico, da paisagem sônica que permeou o final dos anos 90 e o início de 2000. Uma crueza delicada e uma melodia cuidadosamente adocicada expõe a essência do rock alternativo do período, enquanto o escopo lírico é, aqui, moldado por uma voz feminina açucarada, mas não estridente.
Na posse de CeCe Evelyn, ela oferece requintes de uma delicadeza introspectiva que, quanto menos se espera, envolve o ouvinte em uma proposta sensorial associada a boas doses de melancolia. Cuidadosamente sensual, mas de maneira despropositada, As Long As That’s A Lie traz a cantora dialogando sobre a triste verdade de não ser querida de volta por aquele por quem nutre sentimento de amor e paixão.
