Ela não começa apenas com uma introspecção incômoda. A faixa, sem grandes dificuldades, transpira um ar funesto que contamina todo o ambiente. Seu intimismo se torna carniceiro e sua sutileza estética, uma violenta enxurrada de melancolia. Principalmente em virtude da forma como a vocalista interpreta o enredo lírico, o ouvinte entra em contato com uma visceralidade entorpecida, mas a ponto de se tornar loucura.
Esteticamente minimalista, contando apenas com a sintonia acentuada construída entre voz e piano, a faixa faz com que o etéreo molde toda a vivência sensorial do espectador. Enquanto um quê barroco consegue ser identificado por entre as pronúncias da vocalista, o ouvinte, enfim, encontra o pop alternativo como o principal alicerce de autumn, uma faixa repleta de lamúria.
