A composição chama a atenção por ter seu início estruturado não de forma gradativa e, muito menos, apresentando melodia antes do contexto rítmico. Aqui, a percussão, no comando da bateria, é quem comanda as primeiras paisagens da obra. Com uma levada precisa e firme, o instrumento é capaz de espalhar, pelo ecossistema ainda em formação, boas doses de uma seriedade ainda de natureza não revelada.
É aí que o caráter gradativo se faz acontecer. Afinal, momentos após a bateria desenvolvera sua frase rítmica com direito a um chimbal seco, o baixo entra em cena com um groove grave e encorpado na intenção de promover corpo em meio à sua postura incomodamente sorrateira. De natureza curiosamente swingada, o instrumento é capaz de, também, oferecer certos requintes de sensualidade ao contexto sonoro, o que favorece a aquisição de um bom senso de movimento.
Com direito, ainda, à presença de um teclado de notas agudas e adocicadas, a canção rapidamente passa a ser agraciada por uma camada saborosa e aromática, mas que não esconde a essência séria que a canção desfila desde seu despertar. Fechando a conta instrumental com uma guitarra de riff agradavelmente agudo, Bad Strategies, apesar de suas brisas suaves e contagiantes, traz, em si, a intenção de Tony Frissore fazer com que os comandantes guerrilheiros se lembrem de seus juramentos e recusem ordens inconstitucionais.
Mais informações:
Spotify: https://open.spotify.com/intl-fr/artist/09qTJTEgJU2ivPZhvPjZvD
Soundcloud: https://soundcloud.com/tonyfrissore
YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=lQC0kTa53B8&list=OLAK5uy_kWrEenyzs38c6nG8iXKSZQZwjVJAgMLJU

