A distorção, da forma como é exposta, oferece uma percepção de estridência e uma dissonância madura o suficiente para expandir a ideia de caos. Felizmente, nos momentos seguintes, a composição se felicita pela aquisição de um contexto sonoro melodioso e agradável. Agraciado pela união entre a guitarra e a bateria, ele, ainda durante a introdução, explora um âmbito rítmico-melódico enérgico e envolvente.
Ocasionando a percepção de uma boa dose de frescor enquanto domina o alicerce sônico da obra, esse meandro pulsante e melodioso também permite a identificação do baixo em uma camada inferior. Com ele adquirindo certo grau de atenção, a composição é abraçada, de igual forma, por uma corpulência que lhe confere consistência e firmeza em relação à sua conjuntura sônica.
Aumentando o seu grau de destaque enquanto efetua uma movimentação de nuances sensuais e fluidas, o baixo também é capaz de auxiliar a composição em relação à aquisição de uma identidade sensorialmente nostálgica. Sincopada e com bom equilíbrio em relação ao som digital, a faixa é liricamente narrada por uma voz masculina de bases afinadamente ácidas. Exalando uma caracterização mista de indie rock e rock alternativo, Better Places To Be consegue enaltecer sua natureza crua e denunciar, a partir daí, a sua gravação unificada, com todos os elementos captados em um mesmo cômodo.
Mais informações:
Spotify: https://open.spotify.com/intl-fr/artist/29txeTJFTq1pfLxSamNBbu
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