O swing surge com toda a força e a denotação mais léxica possível da significância por trás da palavra sensualidade. Provocativa a tal ponto que chega a ser libidinosa em virtude da saliência com que o baixo se movimenta pela base melódica, a faixa, tão logo se inicia, é agraciada por uma linha lírica sintônica com essa veia sensualizante.
Na posse de ERILY, essa voz entra em cena sob silhuetas sussurrantes que enaltecem o senso de prazer associado ao êxtase de bem-estar. É nesse ínterim que também o escopo rítmico ganha certo destaque. Isso acontece porque o beat vem sincopado e com brisas que remetem à estrutura do trap, o que, consequentemente, dá a Black Owned uma quebra rítmica sedutora em meio à paisagem soul marcante.
