Não tem como não se permitir contagiar. Como se permitir ficar aéreo ou avesso àquilo que é exposto na canção desde seu início imediato. Cheia de emoções rascantes, viscerais e orgânicas pronunciadas por uma voz masculina consciente de suas técnicas, a canção mergulha profundamente o espectador no reino do blues.
Crua e orgânica, consequentemente, a canção traz um cantor em cuja performance ilustra, com a devida transparência, o grau do sofrimento por ele vivido. Defendendo, a partir daí, a essência do blues, Blame It On The Booze (I Still Blame You) se constrói perante uma estrutura de postura introspectiva que dança livremente no entremeio da alegria com a tristeza.
