Ela não é apenas sombria. Ela melancólica. Soturna. Pegajosa. Intimista. Delicada, mas sombria em virtude da forma como a guitarra propõe a desenvoltura de sua melodia, a canção escancara um intimismo rascante e pungente que chega a ser perceptível de maneira bastante pegajosa pelo ouvinte.
Se tornando invariavelmente entorpecente em virtude da interpretação lírica assumida por Joey Collins e seu tom sussurrante, Bleach Season dá um salto que rompe com a morfina. E isso acontece assim que a guitarra distorcida rasga toda a calmaria monocromática com a devida intensidade e pungência. E, claro, aquele tradicional toque de sujeira que tanto rememora a sonoridade noventista.
