Brasileira Halina Shumer anuncia Fugitive, seu novo som alternativo

Com bastante inserção do som natural dos suspiros como uma interessante estratégia sensorial no que se refere a uma necessidade de alívio, Halina Shumer rapidamente combina seu timbre agudo e doce com os pulsos intermediariamente graves e melancólicos do piano. É assim que a obra alcança uma postura introspectiva inquebrantável.

Ganhando uma atmosfera sincopada graças à forma leve e repicada com que a bateria constrói as suas frases rítmicas, a canção consegue exortar, com ainda mais clareza, a sua dramaticidade pegajosa. Ainda assim, Fugitive esboça uma intensidade bastante profunda de forma a fazer com que o visceral não soe rascante, mas, sim, suplicante.