Delicada, aromática. Sentimental. Por meio de uma guitarra de nuances aveludadas, a canção permite que o ouvinte se perca em meio a vislumbres de um torpor regido por um curioso senso de aconchego. Introspectiva em sua máxima essência, a composição, por meio do violão presente na base melódica, consegue desenvolver um escopo reflexivo inerente às boas e pegajosas doses de melancolia.
Diante do enredo lírico entoado por uma voz masculina de caráter levemente agudo na posse de Sergio Froes, não existe um pai ou mãe que não se sinta tocado com a menção sentimental da passagem do tempo e como a vida é frágil. Observar o filho crescer é uma dádiva, mas também causam sensações antagônicas associadas a uma vontade de parar o relógio para que certos momentos sejam eternos. Esse é o mote de Por Que Não Somos Eternos?.
