O sonar levemente áspero do chocalho puxa a introdução da faixa de maneira a atiçar a curiosidade do ouvinte, ao mesmo tempo em que faz nascer uma sensibilidade inerente à percepção de sensualidade. Não à toa que o toque opaco e agudo do cowbell, no instante em que as frases rítmicas começam a ser produzidas, enaltece esse viés swingado, mesmo que presente por entre os pulsos firmes e precisos divididos entre caixa, bumbo e ton.
Crescendo gradativamente em estrutura, a canção visualiza que o próximo elemento a entrar em cena é a guitarra solo. Com um riff aveludado e levemente uivante, ela também vai amplificando essa ideia de provocação associada à sensualidade. Com sua sonoridade amaciada, ela cria um bom contraponto para com o toque grave, ríspido e sutilmente tremulante da guitarra base.
Explodindo em um instrumental em cujas silhuetas heavy metals muito rememoram a identidade sonora do Black Sabbath, a canção rapidamente passa a ser narrada por uma voz masculina fanhosa. Vinda de Zakk Wylde, ela mistura nuances agudas e rasgadas de maneira a entregar intensidade e suavidade sem destoar do contexto ríspido que transpira da conjuntura de Broken And Blind, o novo single de nuances sombrias do Black Label Society.
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