BruceBan$hee mostra como se mistura rap e rock’n’roll em seu álbum de estreia “4thWall”

Cinco anos se passaram desde o lançamento do primeiro álbum completo de BruceBAn$hee, “4thWall” (2020). O debut de oito faixas possui estilo pesado e agressivo, como você pode conferir na execução de “MO$hpit!”, uma verdadeira canção que leva aos seus ouvidos a magia do rap e do trap sem nenhuma restrição, além das letras explícitas. Mas se estamos falando de agressividade, essa receita também está inserida em sua sucessora “BadLove”. A base da música até ensaia um ska levezinho, mas essa pegada cadenciada apenas contrasta com a garra vocal do rapper. De maneira marcante, a canção segue cativante em sua característica.

Em “CtrlAltDel”, percebemos a introdução radiofônica que ela emite. Sua pegada lenta não esconde a energia que essa galera de Maryland (EUA) traz para esta audição, mas se você quiser essa energia também pode invadir o seu subconsciente. Nesta música temos um dueto muito legal entre vocais estressados e outro mais introspectivo.

Dessa forma, podemos deduzir que a versatilidade oral no BruceBAn$hee é uma via de regra. De todo caso, em Stillsadcobain., as coisas correm com mais melodia e distração. Entretanto, a marca registrada dos vocais nervosos ainda são presentes, mesmo sem tanta intensidade, afinal, a faixa é uma balada.

Para quem ainda não notou, BruceBan$hee faz muitas linhas experimentais e, em músicas como “CrazyRaps!”, isso está mais presente. Neste trabalho, os conceitos do underground são pulsantes e a honestidade da produção se iguala à realidade das letras. Tudo feito na maior intensidade, sem nenhum aceno à mídia mainstream. Canções ácidas com melodia presente formam uma identidade única dentro do estilo. Podemos conferir isto em “Ride or Die”, por exemplo, uma música crua, minimalista e com um baixo que parece estar desafinado, mas, na verdade, está com distorção baixa. Assim o som se torna mais pomposo, além de conservar a acidez.

Para dizer que BruceBan$hee também produz músicas mais comerciais, “SuperGod” pode definir isso. Aqui, o groove é um elemento crucial para a música funcionar, pois muito dela remete a uma melancolia acentuada. Ainda bem que o refrão e as batidas em certa altura, dão uma boa aliviada na tensão. A última faixa, “PullUp”, é recorrente de outras influências além do hip-hop. Desta vez, o projeto embarca no experimentalismo escuro cunhado por algumas bandas de pós-punk. Guitarras ácidas, vocais marcantes e delicados se entrelaçando e uma produção minimalista, fazem desta música um “estranho no ninho” entre as outras. Mas combina muito com a ideia do álbum!

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