A verdade por trás dessa composição é que, desde o seu despertar imediato, ela intriga o ouvinte com uma facilidade exemplar. Por meio de sons agudos e tilintantes, ela parece expressar brisas de delicadeza diretamente associadas a uma postura intimista. Surtindo em um efeito sensorial que desperta um curioso estado de ternura em razão da tonalidade dormente e onírica alcançada pela melodia, a obra cresce de maneira solene até encontrar o primeiro verso.
Durante esse processo, além de favorecer o encontro direto do ouvinte com uma voz feminina aguda e equilibrada no que tange à textura do veludo, a composição destaca e incute a presença de elementos percussivos na base rítmica. Por meio deles, não é só a pressão que é atingida. A consistência e a força acabam cooperando para que, em um primeiro momento, a música não passe despercebida pelos ouvidos mais desavisados.
Estimulante e encontrando contornos de um sincopado direcionado linearmente a texturas estridentes que flertam tanto com as roupagens do drum n’ bass quanto com as do dubstep, a faixa consegue encontrar o seu caminho rumo ao dançante sem parecer piegas ou apelativa. Ritmicamente dinâmica, Burning Fire explora a sufocante pressão da rotina e a liberdade em relação às restrições sociais.
Mais informações:
Spotify: https://open.spotify.com/intl-fr/artist/46HC8Wn0iwYzFFbPDu80Ik
Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=61589858700583
YouTube: https://www.youtube.com/channel/UC_a8LPyfJbo8zzjrfyRAZ8g
