O violão proporciona rapidamente o nascimento de um contexto sonoro-melódico não apenas empolgante ou fresco, mas, essencialmente, sensual. Trazendo consigo uma identidade latina irreverente a partir de seus contornos melódicos, o instrumento, ao entrar em contato com a irreverência da sanfona, faz da composição um exemplo clássico de bachata colombiana.
Contando com boa participação de instrumentos de metal, como o saxofone e o trompete, a canção acaba sendo agraciada por grande grau de vivacidade e uma intensidade curiosamente aveludada. Narrada por uma voz masculina afinada em seu tom levemente agridoce, ela, na posse de Carlos Iriarte, faz de La Cantina Es De Nosotros uma canção MPC, ou seja, música popular colombiana, embriagante.
