Com Claymore, o Degenerate promete levar o ouvinte a uma viagem melodicamente metalizada

Ela não é apenas sombria. Ela é pegajosa. Com sua melodia soturna inebriante, a canção consegue despertar, no ouvinte, os sensos mais profundos de insegurança, temor e vulnerabilidade. De essência introspectiva de forma a já beirar as conotações do caos, mesmo que prematuramente, a canção mergulha profundamente em um universo em que harmonia e melodia se fundem ao dramático e ao pungente.

Obscura em sua máxima essência, a faixa é cheia de reviravoltas narrativo-sonoras. Entre altos e baixos, o pedal duplo se faz presente de forma a agraciar o ecossistema com mais precisão e a bateria assume uma espécie de voz da lamúria. Visceral, Claymore acaba demonstrando, com a entrada do vocalista e de seu timbre rasgado de nuances violentas, a interação direta entre as paisagens do death metal, do thrash metal e, principalmente, do metal melódico.