Ela não é apenas caótica. Ela é atordoante, propositadamente incômoda e lexicalmente agoniante. Crua, sombria, estridente e seguindo uma veia de caráter experimental, a obra é agraciada por um verso lírico narrativo que apresenta uma voz masculina crua e levemente rasgada que beira a ideia de estar pronunciando as palavras na posse da embriaguez.
Rascante e impositiva, a faixa se mostra uma perfeita composição questionadora e ausente de qualquer menção de controle ou ideais conservadores. A liberdade rege cada intenção do vocalista e a forma como ele vive o escopo lírico evoca, simplesmente, a necessidade de defender a própria essência. De ser autêntico e fiel a si. In My Bones, portanto, se define como um título trap cheio de detalhes intrínsecos que surpreendem o espectador.
