Ainda que aparente ser minimalista durante sua introdução, a composição já logo é agraciada por um beat linear estruturado de forma a promover um instinto inevitável e irresistível pela dança por parte do ouvinte. Com sua proposta embrionariamente calcada na paisagem da disco music, a faixa é capaz de se assimilar, bem brevemente, com a atmosfera criada pelo Queen em seu respectivo single Another One Bites The Dust.
Graças ao timbre, à cadência e, principalmente, ao idioma adotado por Tom Tom Park durante a construção do enredo lírico, essa semelhança desaparece como em uma brisa. Mantendo sua natureza dançante, mas agora agraciada pelo holandês que rege o caráter verbal, a faixa passa a ser, consequentemente, envolta em um contexto de ousadia e excentricidade.

Com seu tom afinado e ligeiramente grave, o vocalista, nesse ínterim, auxilia para que a canção seja capaz de, inclusive, se inclinar por entre o campo da new wave, mesmo que esse processo seja feito de maneira singela. Transpirando notas bojudas de um torpor inevitável, Als Je Dast é uma canção que, inclusive e surpreendentemente, é completa com a presença de um baixo saliente que introduz o funk em seus lapsos de sensualidade groovada. É assim que a obra se torna sensual com sutis notas de libido.
Mais informações:
Spotify: https://open.spotify.com/intl-fr/artist/7jusocr9OJpq7cthj0IVop
