Ela não é apenas fresca, mas envolvente, excitante e atraente. Com sua atmosfera noturna e amplamente sensual, nuances sensoriais desenvolvidas e exploradas graças ao timbre e à forma como o vocalista desenvolve os primeiros sinais líricos, a faixa não apresenta qualquer dificuldade em exortar sua natureza não apenas dançante, mas noturna.
Explorando pulsos bem definidos envoltos em uma sonoridade sintética azeda e ecoante, a canção vai, não gradativamente, mas de uma só vez, mostrando a sua essência dançante. No entanto, é até pobre creditar à música apenas essa característica. Portanto, quanto mais amadurece, a obra consegue fazer o ouvinte transpirar, mesmo sentado em uma cadeira ou em pleno ônibus.
Isso acontece porque a arquitetura da música injeta uma boa dose de adrenalina no sangue, pedindo, suplicando para que o corpo se mexa para extravasar esse pico de energia abruptamente sentido. Com sua atmosfera trance, Open My Eyes se configura como um título, de fato, da noite. Uma obra capaz de transformar a Lua em Sol e a pista de dança ser o centro dos holofotes. Até mesmo a sua versão estendida prova esse ecossistema, o qual, no caso, ganha a adesão do torpor como ingrediente extra a ser ofertado pela receita sensorial da obra.
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