Com Perfect In Your Eyes, seu álbum de estreia, o Moonscapes expressa todo o sentimento do synth-pop oitentista

A maneira como a composição se inicia já dá ao ouvinte a capacidade sensorial de algo floral e adocicado. Um aroma que, sozinho, consegue fornecer o torpor de maneira intrigantemente reconfortante. Por meio de sua essência sintética, mas de natureza agradavelmente branda, a canção faz com que o espectador se perca em uma espécie de viagem amorfinante incentivada por um aroma perfumado e curiosamente romanceado. Delicada, You Will Miss Me é narrada por uma voz masculina de natureza quase sussurrante em meio à sua aparência introspectiva e levemente rouca. Expandindo a sensorialidade da audiência através de um compasso rítmico amaciado, a faixa se garante por fornecer uma paisagem synth-pop que, além de frágil, é adornada por um frescor gracioso.

Nesse novo ambiente, a sonoridade é desenvolvida de forma a exortar uma natureza levemente borbulhante. Mantendo o seu viés de intensa delicadeza, a composição, do momento em que a linha lírica começa a ser desenvolvida, acaba dando ao ouvinte a oportunidade de se enveredar por uma viagem de caráter transcendental e, ao mesmo tempo, onírico. Capaz de trazer consigo nuances generosamente etéreas, Higher Ground funciona como uma canção em que o espectador se vê navegando pelos ecos de seu próprio inconsciente.

Por meio de uma mistura de texturas bojudas e suavemente ácidas, a presente composição, finalmente, oferece ao ouvinte uma paisagem embrionariamente dançante. É verdade que o dulçor envolto em torpor continua como alguns dos elementos sensoriais em destaque, mas a presente faixa apresenta elementos tidos como novos até então. A exemplo disso está o groove desenvolvido por um som encorpado e brevemente azedo, o qual lhe confere uma noção de movimento agradavelmente fluida. De beat pulsante e uma melodia sintética ligeiramente mais elaborada, Silent Man leva o ouvinte para versos de ar de essência brandamente sombria e soturna, ainda que se valha por uma natureza mais atraente em meio aos seus flertes estéticos setentistas.

Desde seu início imediato, a composição já é regida por um arranjo um tanto inédito. A maciez aqui experienciada sugere uma espécie de torpor lexicalmente aveludado. Uma maciez com textura sensual inebriante. Um conforto extasiante. Soando delicada através de seu sonar fragilmente ondulante, portanto, a canção é agraciada por versos líricos desenvolvidos de maneira ternamente sussurrantes. Transpirando uma natureza levemente dramática, Only Love traz consigo uma mensagem de adoração pela própria essência individual enquanto se agarra em um curioso senso de superação.

Por meio de golpes ocos e precisos executados pela bateria, ao mesmo tempo em que um sonar semelhante ao do metrônomo é percebido incitando a contagem do tempo rítmico, a obra tem seu início em meio a uma energia levemente sensual, mas já com boas noções de consistência. Nesse ínterim, um detalhe sonoro agudo é notado ao fundo do cenário crescendo gradativamente em presença. Ao mesmo tempo, outro elemento de caráter melódico e ondulante se ouve de maneira a ofertar uma ligeira semelhança estética para com a paisagem de Everybody Wants To Rule The World, single do Tears For Fears. Com uma silhueta mais dançante e até mesmo mística, High On Emotion, assim que entra em seu viés lírico, explora de maneira mais profunda o caráter da sensualidade. Na companhia de Millo, o Moonscapes faz da faixa um produto pungente e impactante, ainda que invariavelmente entorpecente.

Hipnótico. Talvez, essa palavra seja pouco suficiente para descrever a composição que se desenvolve. Ainda assim, ela traz, de maneira abrangente, toda a significância verbal da energia por ela emanada. Delicada, aveludada e até mesmo equilibradamente açucarada, a música se desenvolve de forma a evidenciar uma fragilidade estética até então inexperienciada no álbum. Agraciada por generosas doses de frescor, Paragon chama a atenção pela sua leveza estética e pelo seu senso de pura despreocupação. Regida por uma levada rítmica em 4×4, é interessante perceber que a composição apresenta um formato estritamente radiofônico, mas, felizmente, longe de soar algo propriamente apelativo. Entorpecente, é até mesmo gratificante notar um singelo flerte com o soft rock junto a uma base pop energizada de forma sintética abraçando a conjuntura da obra.

No que tange a faixa-título, ela, desde seu início imediato, soa como um reconfortante e amorfinante som de ninar. Doce e generosamente serena, cada esquina melódica sugere um grau de torpor incentivado pelo dulçor. Ainda assim, é necessário salientar que a voz áspera e de brisas graves do vocalista acaba auxiliando no processo de retomada de consciência, mesmo que essa atividade seja pontualmente executada. Inserindo, a partir de então, notas de um gutural cheio de azedume, o vocalista consegue fazer com que a composição, inclusive, flerte com uma roupagem mais voltada ao post-punk ao estilo The Cure. Conseguindo, ainda, despejar boas doses de dramaticidade no ambiente, a composição é abraçada por uma brisa sombria fornecida pelo sintetizador, enquanto a bateria, com sua levada rítmica, procura ofertar um mínimo de leveza e sensualidade.

Seu nascimento já é marcado por uma paisagem densa e melancólica. De percussão levemente pulsante, mas enfática em seus golpes de forma a ofertar precisão, a canção, sem demora, dá liberdade para que o enredo lírico comece a se desenvolver. Pronunciada inicialmente de maneira sussurrante, o que chega a dar ao ouvinte a capacidade de identificar uma nuance até mesmo fantasmagórica, o estilo de canto aqui adotado acaba sendo importante para a difusão de um curioso estado de melancolia que preenche toda a atmosfera. De textura sonora sombria, pungente e até mesmo rascante, Sad Hallelujah soa até mesmo como uma espécie de valsa fúnebre, atiçando o interesse do ouvinte em virtude de sua consequente paisagem sensório-estética excêntrica.

Perfect In Your Eyes é um álbum de essência delicada. Amorfinante e perfumadamente sintético, o álbum explora texturas que vão do ácido ao fofo, sempre através de uma base frágil e encantadoramente perfumada. Trazendo consigo nuances que também vão do soturno ao drama, o material evidencia uma sonoridade synth-pop que, além de flertar com a cenografia setentista, permite ao ouvinte uma encantadora viagem pelo inconsciente.

Graças, também, aos seus rompantes simultaneamente transcendentais e oníricos, Perfect In Your Eyes se configura como um produto charmosamente tocante e valsante que traz consigo inclusive danças romanceadas. Não à toa que suas primeiras quatro faixas mereçam maior destaque. Afinal, elas encabeçam de maneira mais natural cada uma das qualidades aqui mencionadas.

Mais informações:

Spotify: https://open.spotify.com/intl-fr/artist/4ad4CFCHDlVP4a4ttt1wzq

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Instagram: https://www.instagram.com/moonscapes_music/

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