Com Pills, Lizzie And The Makers apenas deseja saber menos

É verdade que a faixa se vale por uma delicadeza estética contagiante. É verdade, também, que, dentro dessa mesma delicadeza, existem nuances soturnas que capturam, de imediato, a atenção do espectador pelo seu critério melodramático. De aspecto sonoro aveludadamente ondulante, a obra não demora para ter seu escopo lírico guiado por uma voz feminina grave, mas de pronúncias curiosamente frágeis. 

De postura intimista e um viés pegajosamente psicodélico, a canção, felizmente, é agraciada pela presença de uma bateria de levada delicadamente pulsante. Minimalista e essencialmente linear no que se refere à sua estrutura rítmico-melódica, Pills escancara um desejo curioso da personagem em querer saber menos e, quem sabe, levar a vida com mais leveza.