Com Scars On The Soul, Dylan Gers explora o sentimento de perda, além de abordar reflexões pessoais

Não é apenas a introspecção que rege estritamente o caráter sensorial da composição. Por meio de um violão cabisbaixo, de olhares sofridos envoltos em uma tocante timidez, a canção explora um sentimentalismo terno, mas profundamente melancólico através de sua sonoridade minimalista inicial. Cuidadosa, ela chama a atenção por conseguir, inclusive, despertar certos quês de temor no espectador. De insegurança.

Com uma espécie de folk semelhante àquela exposta pelo Blind Guardian, a canção, principalmente em razão do auxílio fornecido tanto pelo timbre, quanto pelo caráter lírico-interpretativo adquirido pelo vocalista, traz consigo a noite como a sua paisagem, a sua cenografia sônica. É ela que traz o sombrio, o lacrimal, o lamentador. O sofrimento. O torpor.

De voz saborosamente equilibrada entre dulçor, delicadeza, frescor e veludo, o cantor consegue envolver o espectador, inclusive, em um universo sensorial dolorosamente nostálgico. Sensível em sua máxima essência, a canção tem, no baixo, a figura sônica capaz de fornecer uma espécie de lucidez à dor lancinante expressa pelo personagem lírico. De introspecção pegajosa, Scars On The Soul é onde Dylan Gers trata, gentil e delicadamente, de temáticas como perda e reflexões pessoais. O difícil, aqui, é não se deixar envolver com súbitos de desesperança e com sensos de desistência tão intensos que chegam a ser irreversíveis.

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Spotify: https://open.spotify.com/intl-pt/artist/3ZZT67gLz1u8lXJ9m0oDrq

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