Com So Many Things, William Walsh explora seu humor em uma segunda-feira de manhã

É interessante perceber como a delicadeza propõe uma fusão com a sensibilidade, a sensualidade e a simplicidade. Além de ter, em si, uma identidade puramente frágil, a melodia construída unicamente pelo violão expõe um tom bucólico envolvente a ponto de ser recebido de forma até mesmo terna pelo espectador. 

Ainda que não exista dulçor na sua forma léxica, a canção explora seu minimalismo estético-estrutural de forma a extrair, dele, uma calmaria extasiante. O mais interessante, nesse ínterim, é perceber que, mesmo se apoiando em uma paisagem unilateral que desemboca em uma aparente harmonia linear, a canção faz com que o violão seja capaz de sugerir uma branda noção de movimento que barra o torpor, mas que não interfira na suavidade que tanto marca a sua paisagem sônica.

A partir do instante em que a bateria também passa a ser um importante elemento na somatória do aspecto sensorial, a canção acaba sendo valorizada em razão dos pulsos trotantes, mas frágeis, que, agora, o âmbito percussivo é capaz de transpirar. Com esse folk intimista chamado So Many Things, William Walsh exorta seu timbre intermediário e agradavelmente afinado como forma de dar vida a um enredo que captura o seu estado de espírito em uma segunda-feira de manhã.

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