Logo após a bateria se apresentar por entre duplos golpes na caixa e ocasionando a construção de um breve sonar estridente, a faixa se envereda por uma estrutura rítmico-melódica amaciada e envolta em um frescor de nuances curiosamente nostálgicas. Isso acontece principalmente em razão da adotada pela guitarra, a qual, apesar de marcada pelo sabor levemente azedo, traz consigo um sabor delicioso de memória.
Nesse ínterim, inclusive, o ouvinte consegue perceber a presença de um teclado ao fundo da camada sonora explorando uma sonoridade delicada, aveludada e levemente adocicada como forma de fazer prevalecer a sutileza. Não há, aqui, necessariamente sinais de dramaticidade, mas é preciso dizer que o sentimentalismo é generosamente trabalhado perante a receita rítmico-melódica até aqui oferecida.
Delicada em sua máxima essência, a faixa tem sua suavidade levemente quebrada assim que o escopo lírico começa a ser devidamente vivido. Afinal, assim como o riff da guitarra, a voz do vocalista é embebida em um toque azedo marcante, mas que, felizmente, não atrapalha a vivência sensorial branda do espectador.
Introspectiva e sempre pautada em uma sonoridade que faz valer o sentimentalismo ou apenas o caráter dramático, o que acontece em razão da desenvoltura da bateria ou mesmo pelas mínimas presenças do teclado, Come Back (When You Feel Like) funciona como um hino de autoperdão. Um lembrete de que a autoexpressão e as coisas que nos dão alegria nunca nos deixa.
Mais informações:
Spotify: https://open.spotify.com/intl-fr/artist/0qjN2tflUE2HBQUgZMQEjS
Soundcloud: https://on.soundcloud.com/knp9DklfgUqOmL2yQ6

