A faixa tem seu início marcado por pulsos bem pronunciados. No entanto, o interessante é observar que esse movimento não é elaborado pela bateria e, sim, pela pressão que o violonista emprega ao roçar as cordas do violão. De veia acústica e introspectiva, a canção, enquanto transpira brisas viscerais, evidencia uma voz masculina levemente rouca como a textura que fornece um bom senso de movimento.
Conseguindo ser atraente e contagiante com poucos elementos, a canção consegue transpirar uma identidade interessantemente autobiográfica, ao passo que as entonações empregadas nas pronúncias verbais trazem consigo uma intensidade diferenciada. Na companhia de nomes como Haddon e William Toll, Ian Austin faz de Coming Clean uma obra hipnotizante com seu folk cristão.
