Suja, estridente. Caótica. O que a canção apresenta ao ouvinte já diante de seus primeiros instantes sônicos é uma dissonância proposital e asquerosa. De sabor penetrantemente azedo, a guitarra se mostra uma grande responsável em relação a essa experiência sensorial. Introspectiva, mas também esquizofrênica, a faixa é marcada pelo grave excessivo e pelo toque rasgado proeminente que se posiciona no enredo lírico.
Incendiária, desesperada e insana, a faixa parece não ter qualquer controle sobre seus próprios impulsos imparáveis. Misturando a introspecção com nuances cavernosas, Confessions on What May Be the Eve of Destruction soa como uma obra conscientemente ludibriante. Cheia de angústia e agonia, eis aqui a faixa de estreia dos australianos do Mortal Dream.
