Desde seu início imediato, a partir dos batuques executados na superfície levemente estridente do repique, a canção, invariavelmente, envolve o espectador em meio ao cenário contagiante e swingado do reggae. Agraciada por camadas aveludadas e frescas, a canção não tarda a oferecer a percepção da presença de um coro vocal que torna o seu ecossistema espirituoso e com nuances gospels.
No entanto, é a voz firme e suavemente grave de Judane Rhodes que rouba a atenção do espectador. Perante um lirismo vivido, por ela, de forma narrativa, a cantora torna a composição em uma espécie de prece que pede pela voz e pela sinergia de todos os ouvintes. Elaborando, ao instaurar da segunda metade introdutória da obra, uma desenvoltura verbal melodiosa, Judane evidencia que Pray se consagra como uma verdadeira obra reggae cristã.
