É curioso como, nesse contexto, o sonar sintético consegue oferecer, de imediato, um contágio associado com expectativa e vício. Entre o áspero e o levemente adocicado, a canção é capaz de apresentar um cenário com a prematura impressão de ser pautado na atmosfera pop, mas com direito a uma generosa utilização de artifícios digitais e, portanto, eletrônicos.
Ganhando compasso, pulso e uma conotação dançante efervescente no instante imediato em que o enredo lírico se inicia, o ouvinte se vê na presença de um bumbo seco e sequencial que comunica, com notável eficácia, a imersão da influência k-pop na receita estético-estrutural da obra em andamento. Se tornando envolvente, sensual e propriamente viciante, a canção chama a atenção por, durante o refrão, ser agraciada pela presença de uma voz feminina aguda e equilibradamente açucarada fazendo um dueto com LUMEN.
Com bastante elementos digitais em meio à sua paisagem sônica, a canção definitivamente expressa atualidade no que tange à musicalidade que representa. Misturando, livre e de maneira eficaz, o pop convencional com inclinações marcantes inerentes ao k-pop e à house music, Control Freak evidencia a sua capacidade de ser sugestionada desde danceterias a ambientes repletos de jovens e pré-adolescentes. Simplesmente fissurante, a obra prova a sua versatilidade e seu caráter inquestionavelmente cativante.
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