Ela chama a atenção pela sua estrutura introdutória. Puxada unicamente pelo reverberar gradativo da distorção da guitarra, a canção rapidamente coloca o ouvinte em contato com uma levada rítmica trotante que lhe confere um estado de fluidez intrigante. Curiosamente, porém, a forma como a guitarra se sobrepõe à levada rítmica traz consigo interessantes nuances flamencas.
Com o auxílio de uma voz masculina agridoce regendo todo o escopo lírico, a faixa permite que o ouvinte se delicie, inclusive, pelas inclinações roucas possuídas por Paulie Martin. De momentos explosivos brandos pontuais, Angel é uma faixa que nos lembra de amores passados com bastante sutileza e envolvimento.
