Dance Routine #4 | Lovepet Horror lança single que explora a essência da arte

A primeira coisa que salta aos ouvidos do espectador é a delicadeza sonora que preenche a cenografia da obra desde seu início imediato. Oferecendo uma ternura profundamente embriagante diante de suas inclinações frescas e intimistas, ela mergulha profundamente pelos meandros da cena indie rock. Mas esses não são os únicos fatores que se destacam.

Diante de sua estrutura, o ouvinte ainda tem acesso a um trabalho de mixagem muito bem realizado. Por meio dele, cada espectador que se proponha a se aventurar pelas paisagens sônicas ofertadas pela obra se deslumbra com boas doses de consistência e precisão, mas sem perder de vista a fragilidade escultural que rege a experiência sensorial difundida pelo ecossistema rítmico-melódico.

Por entre uma guitarra suspirante e uma bateria de levada minimamente swingada, o espectador tem acesso a um baixo de presença bem marcada por meio da sua identidade levemente azeda. A partir daí, o torpor é um fator sensorial que não apenas se anuncia, mas se fixa na cenografia conjuntural da obra, envolvendo a audiência em uma espécie de conforto alucinante que traz uma inspiração direta em relação ao livro Noise, Water, Meat – A History of sound in the arts, de Douglas Kahn. Com isso em mente, Dance Routine #4 explora a essência da arte e o coração emocional da música.

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