Seu despertar já é capaz de acordar o interesse e a atenção do ouvinte, principalmente em razão de sua veia percussiva marcante desenhada sob moldes nativos. Pulsante, o contexto rítmico se apresenta em uma camada sobreposta a uma cama sonora harmoniosamente sintética que confere sensos de delicadeza, veludo e, até, de certa forma, transcendentalidade.
Tendo a leveza como um fator importante de seu cardápio sensorial, bem como a embriaguez, a faixa, curiosamente, ainda consegue caminhar por um terreno cru por conta de uma sonoridade áspera que perambula pelo seu ecossistema desfilando um toque mais ríspido de forma a romper, mesmo que momentaneamente, com o torpor gentilmente sugerido.
No instante em que o enredo lírico começa a ser desenvolvido, o ouvinte tem a noção de que a composição, em sua máxima essência, bebe da extrema significância do experimentalismo e da aventura sonora. Isso é possível de se constatar também pela forma com que a voz do vocalista é colocada em cena. Sob uma interpretação verbal que salienta a introspecção e o senso de morfina, Dark Charm alcança facilmente a sua intenção de oferecer, ao ouvinte, uma ferrenha contradição entre alegria e tristeza. Não à toa que a melancolia é algo igualmente presente no que tange as emoções expressas pela sonoridade da obra.
Mais informações:
Spotify: https://open.spotify.com/intl-fr/artist/3WCaN9QEGnSeC67w0n1LCQ
Soundcloud: https://soundcloud.com/thesugarscars/haight
Instagram: https://www.youtube.com/watch?v=Pr2BiZzrKxU
Instagram: https://www.instagram.com/thesugarscars/

