Apesar de o som que traz consigo o amanhecer da faixa ser regido por uma natureza inquestionavelmente sintética, ele é, também, o responsável por inserir, na atmosfera, dulçor e maciez de uma maneira bastante equilibrada. Ocasionando, inclusive, na percepção sensorial de leves brisas de torpor, essa mesma melodia traz um quê de veludo mesmo a partir do instante em que o enredo lírico começa a ser estruturado.
Vivido pela voz afinada em um tom firme, mas sereno e fresco de Kim English, a forma como o lirismo se funde à arquitetura da faixa cria uma espécie de similaridade melódico-energética interessante em relação àquela existente em This Girl em sua versão remixada pelo DJ Kungs. Ainda assim, por mais que a vertente dance music pareça saltar aos ouvidos de maneira até que prematura, a verdade é que a presente composição apresenta uma receita sonora mista.
Da referida dance music, a faixa também consegue caminhar por entre influências do funk e do R&B. Porém, é inevitável a constatação de que a base de sua essência se vale pela house music. Dançante, envolvente, fresca e vibrante, a faixa combina notas de uma provocante libido com um cenário noturno incandescente no que tange o senso de vivacidade que dele transpira. Turn Back Time, a partir daí, funciona como uma espécie de retorno triunfal de Jimmy Scott Free ao mundo da música.
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