A canção chama a atenção pelo seu despertar surpreendentemente dramático. Guiada por pulsos rítmicos leves e espaçados de forma a enaltecer esse senso de dramaticidade, a faixa é, ainda, adornada por sonoridades de origem sintética que despejam sobre o ambiente lampejos melancólicos pegajosos.
De natureza introspectiva e capaz de despejar brisas cabisbaixas por todo o cenário que a circunda, a faixa é presenteada por uma voz feminina firme e consistente em seu tom grave. De posse de Ana Luna, ela dá vida a um enredo lírico de interpretação cabisbaixa, entorpecente e soturna, enaltecendo a tristeza e a paleta de cores monocromática que preenche seu horizonte. Can We Pretend We Just Met At A Bar?, com sua receita estrutural indie pop, evidencia um silencioso acerto de contas que desfaz, ternamente, o senso de negação.
