DJ ToMo anuncia Aprilis Obscura, seu novo álbum. Vem conferir!

Seu início é pautado em uma experiência sensorial imersiva e um tanto sombria. Hipnotizante em certa medida, ela parece colocar o espectador em um ambiente vazio e silencioso que vai, aos poucos, ganhando vida a partir de sonares sintéticos pipocantes e borbulhantes inseridos por meio do efeito fade in. Contudo, em dado momento Silent Prelude passa a se destacar pelo seu beat bem marcado e sequencial, denunciando o techno como um de seus importantes ingredientes estético-estruturais. De bpm médio-alto, portanto, a presente composição coloca o ouvinte diante de uma atmosfera club que amadurece perante a mistura do dark house, com a house progressiva e o já citado techno.

Mantendo o mesmo viés de base cinemática presente na cançãop anterior, a composição que se desenvolve traz consigo brisas atmosféricas e entorpecentes que são rapidamente respaldados por timbres mais digitais e diretos. Assim que o drop encerra seu processo crescente, o ecossistema é acometido por um silêncio súbito até que se manifesta hipnoticamente por meio de um beat linear e sequencialmente consistente que, uma vez mais, traz o techno como referência. Ainda assim, pelo seu caráter progressivo, Instant Impact também se vale da presença da house progressiva em sua arquitetura sônica.

A sonoridade sintética é ondulante, mas respaldada por picos que são subitamente censurados. Levando o ouvinte a experienciar e vivenciar momentos de inesperado silêncio, a obra mostra se valer pela exploração do aspecto do vazio como um simples elemento de textura que engrandece seu caráter extrassensorial. Delicada em sua máxima essência, a canção é agraciada pela presença de um drop que desemboca em um momento em que o beat pulsante e linear denuncia, com firmeza, o techno como um de seus importantes ingredientes. Com foco em espaço e repetição, The Void é marcada por uma estrutura minimalista de loop hipnótico que traz o minimal techno como a sua base estrutural.

Mantendo a estruturação perante a utilização de uma introdução gradativa, é interessante perceber que, diante de uma exploração imersiva, existe um caráter tenso insistente que captura de imediato a atenção do espectador. Com o sombrio em voga, a canção rapidamente coloca o espectador na companhia do beat padrão do techno. Firme, sequencial e constante, ele se vale de poucas e progressivas variações que hipnotizam a audiência diante de sua ambiência dark techno.

Enquanto o sonar ácido e sintético é percebido por meio de ondulações ecoantes, o ouvinte se depara com a presença de uma linha lírica vocálica de nuances levemente guturais preenchendo o aspecto harmônico. Intimista e com brisas sombrias impactantes, a faixa, invariavelmente, vai assumindo contornos ritualísticos em razão das modulações que a voz vai assumindo. Ainda que seja surpreendida pelo óbvio do beat techno, The Ritual, ao ser construída em camadas, dá a ideia de se basear na presença de elementos rítmicos orgânicos que ampliam ainda mais a sua natureza tribal, marcada por brisas psicodélicas e influências trances.

Aprilis Obscura se mostra um álbum instrumental eletrônico que se aventura, explora e expande os horizontes do subgênero techno. Tendo essa configuração como elemento determinante e dominante em todas as suas composições, o álbum é marcado pela fusão estilística e pela propagação de uma experiência extrassensorial profunda e, principalmente, imersiva.

Tais aspectos são muito bem salientados durante as suas cinco primeiras composições, as quais, inclusive, denunciam a presença da house music edo trance entre os seus ingredientes. Sombrio, futurista e imersivo, ele é marcado por uma direção progressiva e narrativa de nuances profundamente entorpecentes.

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