Logo depois que um som agudo de nuances levemente estridentes rompe o silêncio com um formato semelhante ao de uma sirene, a canção é respaldada por um pulso rítmico simultaneamente acompanhado por um teclado de notas intermediárias. Culminando na construção de uma esfera rítmico-melódica sincopada, essa união ainda é capaz de fornecer bons estímulos de contágio ao ouvinte.
Rapidamente, o escopo lírico começa a ser devidamente vivenciado por uma voz masculina intermediária, mas de base grave. Na posse de DAPS, ela é usada em meio a uma interpretação lírica que sugere ao ouvinte sinais de fluidez e uma naturalidade rap envolvente. Inclusive, é justamente o compasso estruturado pelo cantor que rompe o espectador de seu torpor motivado pela linearidade disseminada pelo contexto conjuntural da obra.
Entre mudanças apenas na intensidade dos golpes percussivos, a canção, independentemente de sua sequencialidade, chama a atenção pelo seu groove e pela sensualidade curiosamente inerente à maneira com que o seu beat é construído. Capturando DAPS em seu momento mais fascinante, Down wit dat (cold killa) apresenta uma crônica do bairro Cobbs Creek com refrões intensos que pedem para serem ouvidos repetidamente. Não à toa que o espectador realmente se percebe completamente imerso na obra conforme ela avança e se torna cada vez mais viciante.
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Spotify: https://open.spotify.com/intl-fr/artist/6tDbY2ZxkuXpNI6kCuRpdx
