Através da guitarra de riff ecoante, existe a promoção entorpecente de uma postura introspectiva maciça. Delicada e aveludadamente harmônica, a faixa, sem demora, consegue convidar o ouvinte a vivenciar o puro blues psicodélico de forma a rememorar o típico som construído pelo Pink Floyd.
Precisa e sensual, a faixa consegue, com pouco, ter o ouvinte ao seu controle. De natureza hipnótica e alucinante, ela tem direito, ainda, a um breve solo de guitarra que insere, na atmosfera, um lapso de vivacidade que é, curiosamente, envolta em um senso pegajoso de morfina. É isso o que torna Lying Eyes uma música de cunho audaciosamente libidinoso. Seu minimalismo estético, sua camada lírica ecoante e sua naturalidade indie são quesitos que escancaram a sua arte em prol da atração e do senso de contágio.
