O dedilhado da guitarra não sugere uma simples introspecção. Afinal, a sonoridade que é extraída dessa temática de movimento sugere uma espécie de melancolia entorpecente que caminha a passos lentos em meio a uma postura cabisbaixa. Ainda assim, não é possível esquecer nem mesmo ignorar o fato de que o recorte introdutório oferece bons sinais de delicadeza e de uma espécie de clemência compassiva.
A partir de ligeiros sinais de sobreposição melódica em razão da suposta aparição de uma segunda guitarra, uma vez que o andamento dedilhante não muda, o sentimentalismo acaba ganhando um impulso sentimental notável através das raspas de veludo inseridas no contexto sônico. Diante de uma densidade equilibrada fornecida pelo baixo e seu groove bojudo na base melódica e do timbre feminino de nuances agudas e alicerce levemente rouco, é interessante perceber que a obra conquista uma silhueta de solitude associada a um viés reflexivo marcante.
Se tornando sincopada a partir da levada rítmica ofertada pela bateria desde o momento do seu surgimento no escopo conjuntural, a obra passa a desfilar um senso de fluidez cuidadoso que mantém a vulnerabilidade e intensifica a sua veia pensante. Entre contornos que sugerem um contemplativo lamentoso e uma espécie de falso conforto, o Forgotten Garden reflete a realidade atual da jornada da humanidade.
Mais informações:
Spotify: https://open.spotify.com/intl-fr/artist/0dVgf0eiJEvAx1OhzNLL7g
Site Oficial: https://forgotten-garden.com/home
Facebook: https://www.facebook.com/ForgottenGardenBand
SoundCloud: https://soundcloud.com/user-889115595
YouTube: https://www.youtube.com/channel/UC8fiUvZK30ehrJ7T3u9STsQ?view_as=subscriber
