Desde o seu início imediato, a canção consegue explorar, brilhantemente, o hipnotismo, de forma a tangenciar, inclusive, com estímulos místicos, transcendentais. Fundindo menções do introspectivo com o onírico, a canção brinca com a experimentação de texturas que suscitam o espacial, o ácido e o etéreo ao mesmo tempo em que mistura pitadas de psicodelia.
Aqui, não existem indícios de algo sombrio, perigoso ou devidamente agressivo. É a inquietação, a expectativa e o intrigante que formam a graça de sua desenvoltura estético-estrutural. Incontestavelmente brisante em sua máxima essência, a canção se permite explorar o minimalismo como o mote de todo o seu ecossistema conjuntural.
Leve, embriagante, mas seguindo certa rigidez em meio a sua linearidade harmônica, a canção atinge um ponto em que o torpor é um estado de espírito íntimamente ligado à sua sintonia sensorial e energética. Delicada e amofinante, portanto, Night Of Whispers se confirma uma composição que trata de estados alternados de forma a ocasionar na comunhão entre o mundo natural e a alegre escuridão.
Com título trazido em influência direta para a obra The Plague, do jornalista, escritor e filósofo franco-argelino Albert Camus, a faixa é o som da alternância da consciência ao inconsciente. É a sintonização densa em relação ao mundo espiritual. Uma viagem psicodélica que combina introspecção, torpor e o místico.
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