Ela não é essencialmente crua, mas ainda assim consegue transpirar boas doses de uma desenvoltura que, além de evocar uma naturalidade de improviso, consegue, de fato, evocar certos contornos de brutalidade. Ritmicamente requebrada e melodicamente swingada no sentido mais lexico da palavra, a faixa ainda conta com um baixo de groove puramente encorpado que entrega a densidade ideal à base sonora.
Com direito à presença de instrumentos de sopro que cooperam com a vivacidade da obra, como também com a construção e o enaltecimento do seu espectro harmônico, a canção traz consigo uma sensualidade quase libidinosa, enquanto a sua veia lírico-interpretativa traz um vocalista com traços soul-R&Bs que conotam ainda mais malemolência ao seu alicerce. É assim que Curtis Millen captura o espírito de James Brown e o seu aspecto funk embrionário em SMALL STUFF.
