De certa forma, o início do vídeo já faz o público se arrepiar. Afinal, com a captura de imagem de baixo para cima, ele dá à pessoa central um ar de imponência e superioridade. Uma grandeza não apenas em seu âmbito físico, mas, também, energético e, portanto, sensorial. Se tratando de uma mulher, ela é vista elevando um bebê como se o benzendo ou, simplesmente, fazendo uma reverência à divindade pela criação de uma vida saudável.
Entre raios rasgando um céu de azul sintético, a parte visual começa a ser preenchido pelo escopo musical de forma a ganhar compasso, fluidez e uma sensualidade cheia de excentricidade. Inclusive, esse quesito é obtido graças à estruturação rítmica do afrobeat, gênero que passa a reger a atmosfera sonora com notável sabedoria, mas, também, gentileza.
Com direito a guitarras de frases que ampliam a noção de sensualidade, o vídeo, então, ilustra várias mulheres sentadas em cadeiras de cabeleireiro lendo às mais diversas revistas. Tal take, apesar de parecer capturar um quê de futilidade, ele, na verdade, exalta a beleza da mulher preta, o charme físico de uma África bela, rica e hipnoticamente atraente.
A partir desse instante, cada uma das 10 mulheres ilustradas se posicionam em uma meia-lua com Salatiel no centro. Com essa construção, cuja direção é assinada por Dr Nkeng Stephens, Fine Pikin visa servir como uma espécie de tributo atemporal à beleza e à força da mulher africana.
Mais informações:
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Site Oficial: https://www.therealsalatiel.com
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