End Of Time | Olive Jones lança cativante peça de soul

A sensualidade invade a cena de maneira irreverente e autoconfiante. Proferida diante de uma estrutura rítmico-melódica aveludada e lexicalmente swingada, ela se espalha em meio a brisas de um aconchego pegajoso que, curiosamente, acaba tangenciando até mesmo as ideias tanto de torpor quanto de libido.

Com uma bateria de andamento repicado, uma guitarra de pulsos aveludados provocantes e um piano pincelado por entre notas delicadamente amenas, End Of Time se vê na presença de um enredo lírico emocional, ainda que não necessariamente intenso. De baixo encorpado, mas não apelativo no sentido de lhe atribuir bom corpo, a faixa é adornada por um frescor lexicalmente irresistível.