Logo na primeira imagem, o espectador se depara com a bandeira inglesa hasteada e recebendo a valsa do vento a ponto de moldar a superfície de seu tecido e lhe conferir uma noção de movimento ondulante. Enquanto isso, um sonar dedilhante toma conta do ambiente de forma a lhe entregar uma conotação intimista.
Pronunciada pelo violão, essa melodia pode, inclusive, ser vista em exercício, uma vez que a próxima imagem captura o violonista se apropriando da musicalidade de seu instrumento perante uma lente em preto e branco. Capaz de ampliar o toque intimista, essa lente ausente de cores vivas, de certa forma, ainda consegue oferecer brisas de uma melancolia curiosamente encantadora.
Mostrando, posteriormente, a dupla The Catchmen em exercício no estúdio, o vídeo passa a preencher os olhos do espectador com imagens que se misturam entre paisagens naturais, urbanas e a construção da presente canção, com direito a um take que mostra a orquestra sendo conduzida por um maestro cuja sensibilidade entrega ternura e maciez à sensibilidade sônica.
Misturando um tom de agradecimento, de bem-estar e plenitude, bem como um toque marcante de pertencimento, a canção, por meio de sua arquitetura folk orquestral, mostra o The Catchmen explorando as paisagens, a cultura, e a história, além de celebrar a diversidade que faz, da Inglaterra, a Inglaterra. E isso é muito visível no videoclipe, o qual entrega pungência e dramaticidade a partir das imagens que criam uma curiosa discrepância entre as bucólicas paisagens naturais e os eventuais caos sociais que moldam a atualidade do lugar.
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