Ela tem uma introdução intrigante. Agraciada por uma estética dedilhante que produz uma sonoridade grave decrescente, a faixa, nesse mesmo ínterim, evidencia os ecos agudos da guitarra de forma a denunciar uma tomada swingada monossilábica nos tradicionais moldes do reggae. Introspectiva, a canção, logo após do toque tilintante da cúpula do prato de condução e do posterior silêncio, leva o ouvinte para um ambiente de paisagem diferenciada.
Depois de uma breve brisa atmosférica, a paisagem conjuntural se transforma e coloca o ouvinte perante um escopo rítmico firme e sincopado que indica a cadência a ser seguida pelo escopo lírico. Por sinal, ele também segue o sincopado como mote em suas pronúncias, criando duas diferentes fontes para a aquisição do senso de movimento. Com a sua diretriz rappeada, é curioso de se observar a presença de uma sensibilidade inerente à leveza na estética obtida pela composição.
Linear diante de ambos os seus escopos harmônicos, rítmicos e melódicos, a composição se beneficia do baixo como elemento a lhe oferecer corpo e uma dose extra de densidade a partir da base sonora. Com esse desenho, F.I.C.E. traz o Mrznote apresentando um conteúdo de rechaço frente ao tratamento injusto imputado aos imigrantes nos Estados Unidos.
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