Ela é interessante e chamativa desde seu início imediato. Na verdade, intrigante, seria a melhor palavra. Afinal, a maneira com que a guitarra preenche o ambiente durante os instantes introdutórios imediatos faz com que o ouvinte, a partir da identidade sônica macia e aguda, se perca em meio às influências nítidas do chiptune em sua estrutura. Assim que bateria entra em cena desenvolvendo o enredo rítmico, o que não demora a acontecer, a canção mergulha em um compasso sincopado e levemente requebrado.
Garantindo para si, a partir de então, um senso de fluidez contagiante, a faixa explora e transpira um sabor adocicado e levemente entorpecente que é engrandecido com a entrada de um timbre masculino preenchendo os espaços sonoros restantes. Com seu tom aveludado e equilibradamente açucarado, Dylan Gers consegue fazer com que a música, de maneira consequente, se embriague em nuances psicodélicas que marcam a experiência sensorial ofertada ao espectador.
De paisagem estética capaz de rememorar aquela paisagem sônica do rock dos anos 70 e final dos anos 80, a faixa comunica influências despropositadas com a sonoridade garantida por nomes como Tears For Fears e The Smiths. Esses espelhos mostram a adesão de Feel My Heart para muito além de um indie agridoce, passando pelo post-punk e por um rock alternativo de nuances amorfinantes.
Mais informações:
Spotify: https://open.spotify.com/intl-fr/artist/3ZZT67gLz1u8lXJ9m0oDrq
Instagarm: https://www.instagram.com/dylangers

