O violão traz consigo uma movimentação swingada e fresca em meio à sua afinação delicadamente aguda. Curiosamente, a maneira como seus primeiros sonares surgem na atmosfera fazem com que o espectador rememore, mesmo que por ínfimos instantes, a estética melódica presente em Starman, single de David Bowie.
Semelhanças à parte, a presente canção traz consigo um clima de curioso entretenimento lúdico que chega a soar até mesmo um tanto debochado. Com sua estética trotante, conforme vai se enveredando ao seu primeiro verso, a obra recebe um vocal masculino de timbre agradavelmente grave que, na posse de Andrew Schneider, começa a introduzir o enredo lírico.
De maneira didaticamente narrativa a ponto de prender a atenção do ouvinte em sua história penetrante em meio à sua estética sonora sensualmente groovada, Schneider permite que a canção experimente um clima fresco e levemente psicodélico. Contando com a presença de uma guitarra trêmula e hipnótica, a obra surpreende em fornecer uma camada harmônica construída através do trompete.
Com seu sonar solar, agudo e estridente, o instrumento não apenas insere vivacidade ao enredo sonoro, mas também pincela influências mexicanas provenientes de um embrionário mariachi. Tornando, a partir daí, a canção em algo excêntrico e autêntico, o trompete auxilia na percepção de que Femme Fatale se configura como uma obra que encapsula o gosto particular de Schneider em literaturas de ficção investigativa e de detetive.
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