O veludo se apresenta de forma adocicada e aconchegantemente mansa durante a introdução da composição. Aromática, a sonoridade extraída pelo teclado em meio à sua reprodução da indentidade do fender rhodes, a canção logo convida o ouvinte para um instante de intimismo que beira a sensualidade. Quando o som opaco de batuques sendo elaborados na superfície daquilo que parece ser o atabaque, uma natureza nativa é percebida com notável facilidade.
Crescendo ligeiramente de forma a ser agraciada por rompantes sintéticos agudos que trazem consigo vislumbres de uma tomada mista de new wave e disco, a canção acaba sendo agraciada pelo auxílio da textura levemente áspera do chocalho enquanto esse elabora sua movimentação circular ofertando novas noções rítmicas. Mesmo mantendo seu caráter intimista, a faixa se torna contagiante e atraentemente dançante em razão de sua evolução percussiva para uma estrutura que se assemelha ao samba axezado.
Completamente instrumental, a canção consegue combinar, portanto, maciez, introspecção, sensualidade, frescor e uma energia sensual dançante de caráter completamente irresistível que, consequentemente, captura a atenção do ouvinte e lhe tira todo o domínio da própria lucidez. Four Walls, a partir daí, se consagra como uma faixa que tem a intenção de capturar o senso de solitude enquanto só na estrada.
Mais informações:
Spotify: https://open.spotify.com/intl-pt/artist/09qTJTEgJU2ivPZhvPjZvD
Soundcloud: https://soundcloud.com/tonyfrissore
YouTube https://www.youtube.com/watch?v=lQC0kTa53B8&list=OLAK5uy_kWrEenyzs38c6nG8iXKSZQZwjVJAgMLJU

