Entre as palmas e uma leve ovação, um agradecimento tímido se percebe antes de a guitarra, com seu riff acústico e cru, começar a preencher a atmosfera com sua melodia levemente soturna. Rápida e felizmente, porém, a guitarra solo surge através de riffs mais agudos e de curioso caráter risonho que suaviza o cenário e promove um despertar de contágio.
Nesse ínterim e dando ainda mais embasamento para esse ecossistema mais bruto, a bateria ocupa seu espaço através de um andamento de extremo minimalismo e concisão. É assim que a faixa acaba sendo agraciada por boas menções de consistência. Sem demora, o escopo lírico passa a ser preenchido por uma voz masculina de timbre intermediário, mas que exorta uma sonoridade ao estilo desplugado.
Um tanto espontâneo, mas, acima de tudo, envolto em uma generosa noção de embriaguez, o cantor consegue criar um clima introspectivo e embrionariamente sombrio que lembra muito a atmosfera de canções creditadas ao Nirvana. Sob uma receita rítmico-melódica enxuta, a versão ao vivo de No I Ain’t, capturada no Jimmy’s Jukejoint, encapsula a mistura do introspectivo, do torpor e do soturno, mas de uma maneira estranhamente alegre e envolvente transfurada através de uma paisagem garageira com toques indies.
Mais informações:
Spotify: https://open.spotify.com/intl-fr/artist/3j6ZTLub4b9G6huqfRDIIM
Facebook: https://www.facebook.com/share/16eYuYGsCV/
Bandcamp: https://frankyfugazi.bandcamp.com/track/feloncholy
YouTube: https://www.youtube.com/@frankyfugazi
Instagram: https://www.instagram.com/frankyfugaz1?igsh=MWxydWdjcjdiMWpocw==&utm_source=ig_contact_invite

